Conheça 6 graves erros financeiros da classe média

A atual crise económica mundial instalou-se nas nossas vidas há cerca de uma década e os erros financeiros da classe média não têm ajudado a atenuar as consequências da época que atravessamos, uma vez que as pessoas pertencentes a esta classe têm vindo a passar por cada vez mais dificuldades.

A situação é preocupante, pois é a classe média quem fornece e consome a maior parte dos serviços que contribuem para manter a sociedade estável, tendo assim o poder de impulsionar o crescimento económico e o investimento com cada compra que faz.

Para que estes cidadãos possam viver melhor, ou seja, com menos dificuldades financeiras, é aconselhável que mudem determinados hábitos de consumo, já que os salários têm vindo a descer ou a estagnar. Só assim será compensada a perda de dinheiro devido ao aumento dos custos relacionados com a inflação de bens essenciais, como a saúde e a habitação, por exemplo.

6 ERROS FINANCEIROS DA CLASSE MÉDIA


1. GASTAR DINHEIRO EM OBJETOS CAROS E DESNECESSÁRIOS

erros financeiros da classe média

Muita gente costuma comprar artigos dos quais não necessita porque não consegue controlar a impulsividade de consumir. Há também quem compre bens necessários, mas exagere no preço do que escolhe, como um carro, por exemplo.

Existem indivíduos que, ao comprarem um veículo, decidem optar por um mais caro para se exibirem perante os outros e aparentarem ter um estilo de vida mais luxuoso do que na verdade é.

“Estamos encantados com a ideia de impressionar os outros com os nossos veículos, mas isso geralmente significa gastos excessivos em milhares de dólares a cada ano”, afirma o assessor financeiro Benjamin Brandt, da RetirementStartsToday.com.

Ou seja, gastar dinheiro em objetos caros e desnecessários é daqueles erros financeiros da classe média que podem ser fatais para a economia de quem o faz. Invista o seu dinheiro em coisas mais importantes.

2. ACUMULAÇÃO DE DÍVIDAS

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São muitos os utilizadores de cartão de crédito responsáveis pela crescente acumulação de dívidas. No caso dos cidadãos norte-americanos, por exemplo, foi feito um estudo recente por parte da Federal Reserve Bank de Boston que indicava que 65% dos titulares de cartões de crédito tinham dívidas para pagar, além dos juros cobrados.

Vários indivíduos encontram-se nesta situação por opção própria, mais do que por necessidade, uma vez que não conseguem controlar o lado consumidor. No entanto, existe uma solução para evitar este tipo de erros financeiros da classe média, dada pelo especialista financeiro de San Diego, Taylor Schulte.

“Uma das maneiras mais rápidas de colocar mais dinheiro no bolso e assumir o controlo das suas finanças é definir que as suas contas de cartão de crédito sejam automaticamente pagas, integralmente, a cada mês”, aconselha o especialista. Assim, será possível poupar dinheiro em cada compra que fizer, pois evitará cobranças de juros.

 

Não existe nenhum benefício em ter dívidas de cartão de crédito e sim várias desvantagens, entre elas custos adicionais e stress.

3. NÃO TER UM FUNDO DE EMERGÊNCIA

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“Se me surgisse um imprevisto de última hora, como uma avaria no carro ou na canalização, ou até mesmo problemas de saúde, teria dinheiro para cobrir essa despesa?”, é a pergunta que deveria fazer de vez em quando, principalmente se não tiver um fundo de emergência. Seria a sua resposta afirmativa?

Não ter alguma quantia de parte para cobrir imprevistos futuros é outro dos erros financeiros da classe média, podendo mesmo fazer com que uma pessoa se endivide mais tarde, devido à necessidade de obter rapidamente dinheiro para resolver o problema.

Ao não possuir um fundo de emergência torna-se muito mais fácil deixar as suas finanças saírem do seu controlo ou ser apanhado num ciclo de dívidas. Por isso, sempre que puder, poupe dinheiro. Muitos consultores financeiros aconselham a que a quantidade deste fundo consiga suportar futuras despesas de três a seis meses.

4. NÃO IR JUNTANDO MAIS PARA A REFORMA

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Retirar-se do mercado de trabalho apenas quando tiver a idade imposta por lei (66 anos e quatro meses em Portugal, em 2018) requer paciência e persistência, além de um investimento constante durante cerca de 40 anos.

Mas se quiser acumular uma boa quantia financeira até à idade da reforma, é fundamental que aumente as suas contribuições para essa futura fase da sua vida à medida que o seu ordenado aumenta. Caso não o faça, poderá demorar muito mais tempo para ganhar dinheiro suficiente para se reformar, de acordo com o conselheiro financeiro norte-americano Josh Brein.

5. TER CONTAS COM VANTAGENS FISCAIS

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Usar apenas uma conta até à reforma pode não ser suficiente, mas atenção com as desvantagens que vêm com o investimento feito em contas com vantagens fiscais, já que poderá ficar aquém das expetativas. Este é o aviso feito por Christopher Hammond, consultor financeiro e fundador da Retirement Planning Made Easy.

6. ADIAR A POUPANÇA PARA A REFORMA

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Este é mais um dos erros financeiros da classe média, segundo o consultor financeiro Alex Whitehouse. “Um erro frequente da classe média é atrasar a poupança para a reforma, ao mesmo tempo em que se concentra noutras prioridades financeiras”, refere.

Talvez pense em começar a poupar depois de pagar os seus empréstimos estudantis, comprar uma casa ou financiar a faculdade dos seus filhos. Embora todas essas metas sejam importantes, não é benéfico que passe sempre a poupança da reforma para segundo plano, pois quando decidir fazê-lo poderá ser tarde demais.

Se for de classe média, precisará de mais tempo para que os seus fundos cresçam. Whitehouse recomenda poupar para a reforma o mais cedo possível.

 

Fonte: e-konomista.pt

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