Empreendedorismo. Por cada empresa que fecha abrem 3,6 novas

O número, avançado esta quarta-feira por João Vasconcelos, em Lisboa, na abertura do segundo e último dia do Lisbon Investment Summit, é de um estudo da Informa D&B, apresentado no mês passado. Por cada empresa que fecha abrem 3,6 novas. O secretário de estado da Indústria frisou que o espírito empreendedor dos portugueses tem impacto no emprego. No final de 2015, metade dos postos de trabalho que tinham sido criados no país vinha de empresas com menos de cinco anos.

 

“Isto tem acontecido de forma orgânica. Não é o resultado de nenhuma estratégia política. Da nossa parte, nós só queremos ajudar e não perturbar este momento. Há um ano lançámos o Startup Portugal, porque pensámos que, ao menos, essa ajuda o Governo podia dar”, sublinhou o governante, antes de avançar para um balanço da estratégia do Executivo de incentivo ao empreendedorismo.

 

Em relação ao apoio direto a investidores, o Governo disponibiliza, no total, 340 milhões de euros. No programa de coinvestimento com Business Angels, a linha dispõe de 40 milhões de euros, com o Executivo a participar em 65% do financiamento em startups e tendo sido já selecionados mais de 200 investidores desta categoria para receber a ajuda. Quanto às capitais de risco, a participação estatal baixa para 50%, mas o valor disponível sobe para 100 milhões, com 18 sociedades já escolhidas para este apoio. Por último, existe o programa 200M, com 200 milhões de euros, aos quais se podem candidatar também investidores estrangeiros. Ainda não foram escolhidos os candidatos que serão beneficiados por esta iniciativa, através da qual o Governo também participará com 50% no financiamento a startups.

 

Fora deste total, ficam outras medidas da estratégia nacional, como o Vale Incubação, o Startup Voucher, o programa Semente, de benefícios fiscais para investimentos até 100 mil euros, e as linhas do Portugal 2020. João Vasconcelos adiantou que, no país, existem 2.500 empresas incubadas em 121 incubadoras e que mais de 400 fundadores de startups são apoiados financeiramente todos os meses pelo Estado.

 

“O 200M e o programa Semente são instrumentos que se conseguiu na negociação do Orçamento de Estado anterior, num dos momentos mais exigentes das contas públicas do Estado português nos últimos anos. É uma aposta muito clara naquilo que o Governo acha que é essencial para o futuro da economia portuguesa”, sublinhou o secretário de estado, deixando um aviso às startups presentes. “Nós temos que assumir que o nosso ecossistema está adulto. Hoje as startups são tratadas como uma empresa normal em Portugal. Demorou muitos anos e deu muito trabalho. Mas isto traz muita responsabilidade para vocês também.

 

Fonte: dinheirovivo.pt

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